Artrose do pé

A artrose do pé pode se manifestar em diferentes regiões. Só para relembrar, artrose ou osteoartrose, é a doença que acarreta o desgastes das articulações. Para melhor entendermos as causas da doença e seus sintomas, dividimos o pé em três regiões: o retropé (parte de trás do pé), composto pelo osso do calcanhar e pelo tálus; o mediopé, composto pelos ossos navicular, cubóide e cuneiformes e o antepé, composto pelos metatarsos e falanges.

Artrose do Retropé

É a artrose que acomete a articulação entre o tálus e o calcâneo. É mais comumente causada por sequelas de fraturas nestes ossos, coalizões tarsais (fusão congênita entre os ossos) ou deformidades adquiridas, como o pé plano adquirido do adulto (assunto já abordado aqui em outro texto). Os sintomas típicos são dor que pode acontecer na parte externa, interna do retropé ou ambas, que piora aos esforços físicos e dificulta o caminhar em terrenos inclinados ou acidentados.

Articulação talo-calcaneana normal

Articulação talo-calcaneana com artrose

Artrose do Mediopé

A artrose isolada do mediopé não é comum mas, pode ocorrer como sequela de fraturas que acometem esta região, osteocondrite ou osteonecrose do osso navicular e também coalizões tarsais. Em geral os sintomas são exuberantes e bastante incapacitantes. A dor está presente aos esforços e pode vir acompanhada de inchaço e deformidades progressivas no pé.

Articulação talo-navicular normal

Articulação talo-navicular com artrose


Artrose do Antepé

São as artroses que acometem a junção tarso metatársica e também as articulações entre os metatarsos e os dedos (metatarso-falangeanas). Nestas regiões, a osteoartrose primária, ou seja, sem causa traumática prévia, é mais comum. Embora também manifestem dor relacionada aos esforços, são, em geral, menos incapacitantes à marcha nas fase iniciais da doença.

Articulação tarso-metatársica normal

Articulação tarso-metatársica com artrose

Tratamento

O tratamento passa por uma avaliação criteriosa do estágio da doença e das possíveis deformidades associadas. Pode-se instituir mudança de hábitos, adaptação da atividade física, uso de medicamentos e fisioterapia, palmilhas ou órteses. Entretanto, nos casos mais avançados, somente o tratamento cirúrgico trará o resultado esperado. Vale lembrar que na grande maioria dos casos, a cirurgia de escolha é a artrodese (fusão entre ossos).

Para maiores informações, consulte um especialista em pé e tornozelo. Para agendar uma consulta, clique aqui: www.drandredonato.com.br

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Fratura do Tornozelo

As fraturas do tornozelo estão entre as lesões ortopédicas mais frequentes. Existem diversos padrões de fratura, que devem ser avaliados cuidadosamente pelo ortopedista para que a melhor decisão terapêutica seja tomada.

Anatomia do Tornozelo

O tornozelo é uma articulação composta por 3 ossos (a tíbia, a fíbula e o tálus) e uma série de ligamentos. O quadro clínico inicial é de dor intensa e inchaço acentuado, incapacitando o caminhar sobre o tornozelo fraturado. O diagnóstico é feito por meio de radiografias e o padrão de fratura é determinado pela energia do trauma (torções, quedas, acidentes automobilísticos, etc..) e pelo movimento exercido pelo pé durante o trauma.

Fratura bimaleolar do tornozelo

No passado, a maioria das fraturas do tornozelo era tratadas apenas com imobilizações gessadas. Entretanto, com a evolução da Ortopedia, percebeu-se que muitos destes casos evoluíam com sequelas graves e permanentes. Hoje, com novos conhecimentos em biomecânica e anatomia e com o surgimento de implantes ortopédicos (placas, pinos e parafusos) mais modernos e eficientes, a maioria das fraturas do tornozelo tem indicação de tratamento cirúrgico. O princípio do tratamento da fratura de tornozelo é restaurar a anatomia original dos ossos fraturados (quebrados) e manter a relação (posição) adequada entre eles, o que muitas vezes só se faz possível por meio da fixação dos ossos com placas e parafusos.

Fratura fixada com placa e parafusos

Fratura fixada com placa e parafusos

A fixação da fratura de tornozelo com estes materias permite que o paciente inicie o processo de reabilitação fisioterápica de forma muito mais precoce e , na maoiria dos casos, o tratamento sem uso do gesso. Assim, a Ortopedia moderna tem evitado sequelas comuns do passado ( dor permanente e perda de movimentos) e propiciado o retorno às atividades esportivas e do dia-a-dia de uma forma muito mais satisfatória para os pacientes. Vale lembrar que, infelizmente em alguns casos, o tipo de fratura é tão grave que, mesmo com um tratamento conduzido da melhor maneira possível, algumas sequelas podem ser inevitáveis.

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Ruptura do Tendão Tibial Posterior

A ruptura do tendão tibial posterior é doença que acarreta deformidade progressiva no pé e tornozelo,  também chamada de pé plano adquirido do adulto. O tibial posterior é um tendão que fica na parte interna do tornozelo, sendo o grande responsável pela estabilidade do chamado arco plantar medial, conhecido como a curvatura do pé.

Trajeto doloroso sobre o tibial posterior

O quadro clínico inicial é de dor e inchaço na parte interna do tornozelo e pé, que é agravado pelo caminhar. Nesta fase, na maioria das vezes, o tendão ainda não possui áreas de ruptura ou degeneração intensas. A doença tem caráter progressivo e numa fase seguinte, o paciente começa a perceber que o pé está entortando, e muitos relatam sensação de perda de força e desequilíbrio ao andar.

Deformidade por lesão do tibial posterior

A deformidade vista por trás

A doença não tem causa definida, podendo ou não ser desencadeada por um episódio de trauma. As mulheres são mais acometidas do que os homens e a faixa etária mais frequente é a partir do 50 anos de idade. Acredita-se que possa haver fatores hormonais que influam no aparecimento da doença. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico e pode ser confirmado pelas radiografias e ressonância magnética do tornozelo.

O tratamento é individualizado e deve levar em consideração, o estágio da doença, a idade do paciente e seu estado clínico geral. Em geral , no estágio inicial, o tratamento pode ser feito por meio de imobilização, seguido de fisioterapia e uso permanente de palmilhas ou órteses, com o intuito de estabilizar o pé e o tornozelo e evitar a progressão para o estágio de deformidade em pé plano.

Palmilha com suporte para o arco plantar

Nas situações onde o pé já apresenta deformidades, o tratamento mais efetivo é a cirurgia. A técnica cirúrgica a ser utilizada deve ser discutida caso a caso, com base nas deformidades que o paciente apresenta e alterações radiográficas. No período pós-operatório, o paciente permanece imobilizado por cerca de  6 a 8 semanas e após esta fase, inicia o tratamento fisioterápico. A recuperação completa ocorre, em média, de 4 a 6 meses após a cirurgia.

Alinhamento do tornozelo recuperado após a cirurgia

Para maiores informações, consulte um ortopedista especialista em pé e tornozelo.

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Ruptura do Tendão de Aquiles

A ruptura do tendão de Aquiles é muito mais frequente entre os atletas amadores, especialmente naqueles que costumam praticar o famoso “futebol do fim de semana”. É também conhecida como “síndrome da pedrada” pois, no momento em que o indivíduo inicia uma arrancada rápida para a corrida, sente um tranco na parte de trás da perna ou tornozelo, tendo a impressão de que recebeu uma pancada ou pedrada no local. A partir deste momento segue-se um quadro de dor intensa no local e perda parcial ou completa da força para caminhar.

Ruptura do Tendão de Aquiles – Tratamento

O tratamento inicial consiste de imobilização e uso de muletas para caminhar sem apoiar o pé machucado. A decisão quanto ao tratamento definitivo deve ser discutida com o paciente, levando-se em conta a idade do indivíduo, seu nível de atividades físicas no dia a dia e a presença de possíveis doenças associadas. O mais indicado é o tratamento cirúrgico, capaz de restabelecer por completo a anatomia e função do tendão, sem deixar nenhum déficit de força. Os tendões tratados de maneira não cirúrgica, acabam por cicatrizar um pouco alongados em relação ao seu comprimento inicial, o que pode causar perda de força na perna e prejudicar o caminhar e a performance esportiva.

A recuperação pós operatória consiste em uso de imobilização por seis semanas, acompanhada de fisioterapia motora para a recuperação da força, do equilíbrio e da resistência do membro operado.

A volta aos esportes de corrida ocorre entre 4 e 6 meses após o procedimento cirúrgico. Porém, a partir do terceiro mês, o paciente já pode praticar outras atividades como caminhar, pedalar e fazer musculação. Para maiores informações, consulte um ortopedista especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo. Para agendar uma consulta clique aqui : http://www.drandredonato.com.br

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Cirurgia de Encurtamento dos Dedos do Pé

A cirurgia de encurtamento dos dedos do pé pode ser realizada pelo ortopedista especialista em Pé e Tornozelo, desde que, haja prejuízo na função do pé, ou grande dificuldade para adaptação aos calçados.  A melhora estética do pé não é o objeivo primário do tratamento realizado pelo ortopedista, embora, indiretamente, a melhora estética do pé também ocorra com o procedimento.

Encurtamento do segundo e terceiro dedos

Recentemente, tenho atendido ou recebido e-mail e mensagens de pacientes procurando cirurgia plástica ou estética para os dedos dos pés. Os responsáveis pela ideia de cirurgia plástica nos pés, são os profissionais americanos conhecidos como podiatras. São profissionais semelhantes aos que classificamos como podólogos no Brasil, mas que, nos Estados Unidos, acabam por realizar pequenos procedimentos cirúrgicos nos pés. Vale lembrar, que muito destes procedimentos são condenados pelos ortopedistas pois são realizados com pouco ou nenhum conhecimento da biomecânica dos pés, podendo acarretar sequelas graves e até mesmo irreversíveis para a função dos pés. Outro procedimento estético divulgado na mídia, é a injeção de ácido hialurônico na planta dos pés para aliviar a pressão em áreas de dor e facilitar o uso de calçados de salto alto. Este é um procedimento totalmente condenado pelos ortopedistas!

Resumindo, a cirurgia para encurtamento dos dedos dos pés está indicada, e é realizada pelo orotpedista especialista em pé e tornozelo, nos casos de discrepância grave entre os dedos, fato que acarreta prejuízo funcional e dificuldade na adaptação aos calçados.

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Tendinopatia dos Fibulares

A tendinopatia dos fibulares e/ou tenossinovite dos fibulares é um problema relativamente frequente no consultório do ortopedista especialista em pé e tornozelo.Os tendões fibulares são estruturas que ligam a musculatura da porção lateral da panturrilha ao pé. São dois tendões, chamados de tendão fibular curto e tendão fibular longo. A função destes tendões é principalmente estabilizadora, evitando ou ajudando a evitar as torções de tornozelo.

Como qualquer outro tendão do corpo, os fibulares podem sofrer processos inflamatórios (tendinite dos fibulares) e/ou degenerativos (tendinopatia dos fibulares). Há também a possibilidade de lesões traumáticas dos tendões fibulares, geralmente causadas por um entorse de tornozelo de maior gravidade.  O tendão mais suscetível a lesões é o fibular curto, devido à posição que ocupa em seu trajeto desde a perna até o pé.

Os fatores de risco para a tendinopatia dos fibulares ou rotura longitudinal do tendão fibular curto são: pés cavos varos, pisada com supinação acentuada, lesões nos ligamentos do tornozelo, frouxidão ligamentar e presença de saliência óssea na lateral do calcanhar (tubérculo dos fibulares).


Tendões fibulares

Os sintomas mais comumente associados à lesão dos tendões fibulares é a dor na face lateral do tornozelo e pé, que muitas vezes vem acompanhada de inchaço na região. Outro sintoma frequente é a instabilidade do tornozelo ou seja, tendência a torcer o tornozelo com muita frequência.


Trajeto da dor e inchaço

O diagnóstico é feito com o exame físico realizado pelo ortopedista e confirmado com a Ultrassonografia ou Ressonância Magnética.

O tratamento mais indicado será decidido com base na gravidade da lesão e na presença de fatores associados (pé varo, instabilidade ligamentar, etc.). O tratamento pode ser feito com imobilizações, uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e palmilhas ortopédicas. Caso estas medidas iniciais falhem, pode haver necessidade de tratamento cirúrgico.

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Fascite Plantar

A Fascite Plantar é uma inflamação que acomete a fáscia plantar. Esta fáscia é um tecido de baixa elasticidade que atravessa a camada profunda da planta (sola) dos pés, sendo uma das responsáveis pela formação do arco plantar (curvatura dos pés). A fáscia plantar está intimamente ligada ao osso do calcanhar (calcâneo) e nele exerce uma força de tração.

O quadro clínico típico da fasciíte é a dor sob o calcanhar, muitas vezes descrita como “uma agulhada”, que ocorre ao pisarmos no chão após algum período de repouso. Assim, muitos pacientes sentem dor intensa no primeiro passo após se levantarem da cama pela manhã.

É muito comum que o paciente procure um ortopedista que, após solicitar uma radiografia, informa que este possui um “esporão no calcanhar”, que é realmente visível ao raio X. O fato é que o “esporão” visto na radiografia é apenas uma reação do osso calcâneo à tração exercida pela fáscia plantar e não a real causa da dor! A verdadeira causa da dor é a inflamação da fáscia plantar.

O tratamento não cirúrgico é o de preferência, apresentando bons resultados em aproximadamente 90% dos casos. Durante o tratamento podem ser usados anti-inflamatórios, fisioterapia, palmilhas, infiltrações ou “Terapia por Ondas de Choque”.

O tratamento cirúrgico é exceção. É reservado para casos onde todos os outros métodos falharam e, mesmo assim, só dá bons resultados em 80% dos casos operados. Estudos recentes têm mostrados resultados promissores com a técnica de alongamento miotendíneo dos gastrocnêmios. Mas isso é assunto para um outro post.

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Neuroma de Morton

O Neuroma de Morton é o espessamento de um nervo que ocupa o espaço entre dois ossos do pé (metatarsos). Esse aumento de volume do nervo gera sintomas de dor, parestesia (formigamento), queimação e um grande incômodo durante o uso de calçados fechados.

Qual a causa do Neuroma de Morton?

O Neuroma de Morton surge em consequência de sobrecarga mecânica crônica sobre a região da frente dos pés, mais especificamente sob os metatarsos. Assim, é mais frequente nos pacientes do sexo feminino devido ao uso de calçados de salto alto. Outros que costumam sofrer com os neuromas são os atletas de corrida.

Como é feito o diagnóstico do Neuroma de Morton?

O diagnóstico é feito por meio do exame físico cuidados do pé, realizado pelo ortopedista e confirmado pela Ressonância Magnética.

Neuroma de Morton- Tratamento

O tratamento inicial consiste de medidas para tentar reduzir a sobrecarga sob os metatarsos por meio da adaptação de calçados, uso de palmilhas, adequação do calçado esportivo. Medicação anti-inflamatória, infiltrações e tratamento fisioterápico também podem ser úteis.
Quando todas as opções descritas acima falharem, o tratamento cirúrgico estará indicado. Vale ressaltar que nem todo neuroma encontrado em exames de ressonância magnética merecem tratamento. Muitas vezes, eles não são responsáveis pelos sintomas referidos pelo paciente e acabam levando a tratamentos cirúrgicos desnecessários e ineficazes. Por isso, é muito importante que o ortopedista faça o diagnóstico preciso com base na história clínica e realize um exame físico cuidadoso para decidir corretamente pela melhor opção de tratamento.

Cirurgia para Neuroma de Morton

Consiste na retirada do neuroma e correção de possíveis deformides associadas dos pés, quando estas possam ser fatores que contribuam para o surgimento do neuroma. Quando a cirurgia é restrita apenas ao neuroma, permite recuperação rápida. Por volta de 3 a 4 semanas após o procedimento, o paciente pode retornar às suas atividade de vida diária sem maiores problemas.

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Fratura do Calcâneo

A fratura do calcâneo é uma das situações mais desafiadoras para o Ortopedista especializado em Cirurgia do Pé e Tornozelo.

O calcâneo é o osso do calcanhar. O trauma mais frequente que acarreta as fraturas do calcâneo é a queda de altura. Outros traumas, como por exemplo, os acidentes automobilísticos, são responsávies por uma parcela destas fraturas. O que deve ficar claro é que, para que ocorra uma fratura do calcanhar, há necessidade de um trauma de alta energia.

O calcâneo é um osso de anatomia bastante complexa e pouco compreendida pela maioria dos ortopedistas, que na maioria das vezes, preferem não se aventurar no tratamento desta lesões. Há dois grandes grupos de fraturas do calcâneo e essa divisão, na maioria das vezes, norteia o tratamento. As fraturas são dividas em extra-articulares (fratura que não atravessam a superfície articular) e as intra-articulares. A maioria das fraturas são intra-articulares  e exigem tratamento por meio de cirurgia.

Nas fraturas do calcâneo, os pacientes manifestam dor intensa, inchaço no calcanhar e incapacidade para apoiar o pé no chão. O diagnóstico é feito por meio de radiografias e o planejamento do tratamento ideal também exige uma tomografia computadorizada.

Nos casos cirúrgicos, o tratamento visa reconstruir a forma óssea o mais próximo possível da original, embora alguma fraturas sejam tão graves, que impossibilitam uma reconstrução completa desta anatomia. Os fragmentos ósseo são reposicionados e fixados por meio de parafusos e placas, conforme a opção do cirurgião.

O período pós-operatório é demorado e exige muitas sessões de fisioterapia para a reabilitação. Em muitos casos, apesar de um tratamento inicial conduzido de forma adequada, a gravidade da fratura pode causar sequelas definitivas no movimento do pé. Outra sequela bastante comum é a dor, de intensidade variável, relacionada aos os esforços do dia-a-dia. Por isso, se você sofreu uma fratura do calcâneo, deve consultar a opinião de um especialista em cirurgia do pé e tornozelo sempre que possível.

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Dedo em garra

Os dedos em garra são deformidades que acometem os dedos dos pés com relativa frequência. São causados por contraturas ligamentares e desequilíbrios no funcionamento da musculatura que controla a flexão e extensão dos dedos. A ocorrência dos dedos em garra pode estar associada ao uso de calçados inadequados, traumas locais, doenças neurológicas, diabetes, Artrite Reumatóide, entre outras. Na fase inicial, as deformidades são flexíveis e, com o passar do tempo, se tornam rígidas e mais dolorosas.

Dedo em garra

Os sintomas dolorosos estão relacionados à formação de calosidades sobre os dedos, ocasionadas pelo atrito contra o calçado. Tendem a se agravar com a piora da deformidade e com a rigidez progressiva dos dedos, podendo levar a ulcerações de pele e deformidades associadas nas unhas.

Dedos em Garra – Tratamento

Infelizmente, uma vez instalada a deformidade do dedo em garra, não há correção que não seja cirúrgica. Para os pacientes que têm sintomas leves, recomenda-se o uso de calçados com perfil mais largo e material mais flexível, no intuito de diminuir a pressão no contato com os dedos e evitar as calosidades dolorosas. Nos casos mais graves, apenas a correção cirúrgica proporciona resultados satisfatórios. A técnica cirúrgica a ser utilizada depende do grau de deformidade do dedos e, principalmente, da diferenciação entre os dedos em garra flexíveis ou rígidos. O tempo médio de recuperação pós-operatória é de dois meses.

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