Calos nos dedos do pé

As calosidades que acometem os dedos dos pés podem ser problemas realmente incapacitantes para alguns pacientes. Os calos nos dedos, na maioria das vezes, são áreas de espessamento da pele que surgem como reação ao atrito que ocorre contra o calçado. Sendo assim, o tipo de calçado que se usa pode interferir diretamente no surgimento de deformidades nos dedos e calosidades. Isso explica o fato de que a maioria dos pacientes com queixas de calos dolorosos nos dedos são mulheres. O perfil do sapato feminino favorece ou contribui para o surgimento de deformidades nos dedos e calosidades.

Sapatos femininos comprimem os dedos

O tratamento, nos casos mais simples, pode ser feito apenas com adaptação dos tipos de calçados e visitas periódicas aos podólogos para a retirada do excesso de pele. Existem também no mercado, pequenos protetores de podem usados sobre as calosidade com o intuito de diminuir o atrito do local contra o calçado.

Protetor para calos

Protetor para calos

Nos casos mais graves, onde o dedo já possui deformidades acentuadas e rígidas, o ortopedista deve ser consultado pois, muito provavelmente, somente o tratamento cirúrgico resolverá o problema.

Dedos em garra com calos dolorosos

A correção cirúrgica vai depender de vários fatores (localização do calo, tipo de deformidade, doenças associadas, etc) que devem sem avaliados criteriosamente pelo ortopedista.

Um novo método menos invasivo tem se mostrado bastante eficaz na correção das deformidades dos dedos dos pés e suas calosidades: a cirurgia percutânea ou minimamente invasiva. É feita por meio de pequenos orifícios de 1 mm por ondes são introduzidos instrumentos especiais e realizada a correção. O paciente precisa usar curativos especiais com esparadrapo nos dedos por aproximadamente 30 dias e, durante este período, não poderá usar calçados fechados.

Para maiores esclarecimentos, consulte um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

Consultório/ agendamento de consultas clique aqui: www.drandredonato.com.br

Para falar com Dr. André: dr.andredonato@gmail.com

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Fratura por Estresse no Pé

O tema deste post é algo relativamente frequente em minha prática de consultório. A fratura por estresse e um tipo de fratura que ocorre em virtude de um desequilíbrio no metabolismo ósseo, ou seja, na maioria das vezes não está relacionada a qualquer trauma no local.

O metabolismo ósseo possui um fino equilíbrio entre formação e reabsorção de massa óssea. Atividades físicas intensas, treinamento inadequado, problema de alinhamento do membro inferior, tipo de pé (pé chato, pé cavo, etc) e distúrbios hormonais, podem levar ao surgimento de fraturas por estresse nos pés.

O pé possui em média, 26 ossos. Qualquer um destes pode ser acometido por fraturas por estresse. Entretanto, as mais frequentes ocorrem nos metatarsos.

Fratura por estresse do metatarso

Embora seja uma lesão presente em atletas, no dia a dia, os pacientes que mais sofrem com as fraturas por estresse dos pés são mulheres na faixa etária de 45 a 60 anos. Esse grupo sofre consequências da perda da massa óssea associada à queda de estrogênios (hormônios femininos), ficando mais sucetível às fraturas.

O tratamento é feito com base na gravidade do quadro clínico e na localização da fratura. O paciente pode necessitar de imobilização mais robusta (como uma bota robofoot por exemplo) e muletas no casos mais graves ou apenas adaptar o tipo de calçado e diminuir a atividade física nos casos mais leves.

Paciente imobilizado com Robofoot

Existem algumas fraturas por estresse do pé que exigem uma atenção maior pois podem causas sequelas que necessitem de tratamento cirúrgico. São as fraturas por estresse do quinto metatarso e do osso navicular.

Ao término do tratamento, o ortopedista deve ter identificado a causa da fratura e atuar de forma a prevenir um novo episódio no futuro.  A prevenção inclui: orientação adequada do paciente, correção de possíveis erros de treinamento para os atletas, tratamento da perda de massa óssea quando necessário e adaptação do tipo de calçado ou uso de palmilhas ortopédicas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

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Cirurgia Mini Invasiva de Joanetes

A cirurgia percutânea ou minimamente invasiva do joanete (hálux valgo), não é uma técnica nova. Foi desenvolvida nos Estados Unidos pelo Dr. Stephen Isham (http://drisham.com/en/index.php) , ainda na década de 80, e aperfeiçoada e consagrada pelo ortopedista espanhol Mariano de Prado (http://www.ripollydeprado.com/), a partir dos anos 90. Embora já seja praticada em países da América do Sul como Chile e Argentina, há aproximadamente 10 anos, só chegou ao Brasil há pouco mais de 3 anos. O método consiste na correção do joanete por meio de mini-incisões de pele, de aproximadamente 0,5 cm, pelas quais são introduzidos os instrumentos utilizados na cirurgia. O procedimento é feito sob controle radioscópico (radiografias durante a cirurgia) e não utiliza, com exceção de raros casos, qualquer tipo de fixação por placas ou parafusos. Assista ao vídeo da técnica percutânea: https://www.youtube.com/watch?v=W2_FlKJRplc

Cirurgia Percutânea do Joanete

A correção cirúrgica é mantida por meio de enfaixamento do pé por período de até 6 semanas. A cirurgia é feita em regime hospitalar (em centro cirúrgico) e o paciente recebe alta no mesmo dia, podendo, na maioria dos casos, caminhar imediatamente após o procedimento com o auxílio de sandálias ortopédicas especiais.

Sapato especial para o pós operatório

Vale lembrar que não são todos os casos que podem ser corrigidos por esta técnica. A escolha da técnica cirúrgica mais indicada para cada caso, passa por criteriosa avaliação feita pelo ortopedista.

Para maiores esclarecimentos, consulte um ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

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Palmilhas Ortopédicas

O tema PALMILHAS é bastante controverso, mesmo entre os ortopedistas. Há aqueles que acreditam no poder terapêutico das palmilhas e outros que são totalmente contra e descrentes. Digamos que eu esteja no meio do caminho entre as duas correntes.

Antes de mais nada, é importante esclarecer que a maioria dos tipos de palmilhas somente deveria ser confeccionada a partir de uma prescrição médica. Digo isso porque já atendi em meu consultório, em muitas ocasiões, pacientes que foram prejudicados pelo uso de palmilhas inadequadas ou que se sentiram enganados por redes que prometem a cura de todos os males que afligem os pés por meio da confecção de um par de palmilhas. E geral, são palmilhas de alto custo, o que aumenta ainda mais a frustração dos pacientes e cria certo tipo de preconceito quanto à utilização de palmilhas adequadas e que realmente poderiam ser eficazes para seus pés.

As palmilhas pode ser confeccionadas a partir de vários materiais: couro, borracha, silicone, etc. Podem ser bastante úteis no tratamento de pés planos, calosidades, esporão do calcanhar, tendinites, entre outros. O mais importante é que o ortopedista identifique qual é exatamente o problema que afeta o paciente por meio de um exame físico completo, e não somente com avaliação isolada dos pés ou do “tipo de pisada”. Um indivíduo pode apresentar alterações na coluna, quadris, joelhos e estas influenciarem diretamente no desempenho de seus pés. A maioria de nós não é completamente simétrico! O que quero dizer com isso é que uma perna pode ser mais longa do que a outra, um joelho pode ter alinhamento diferente do outro, e assim por diante. Logo, se o paciente for analisado apenas por uma máquina que analisa sua pisada, pode estar adquirindo um produto que lhe será prejudicial.

Palmilhas de couro

Palmilhas de borracha

Palmilhas de silicone

Outro conceito interessante, e que vem sendo muito difundido entre os praticantes de corrida, é o “teste da pisada”. Muitas lojas esportivas, patrocinadas ou incentivadas por marcas fabricantes de tênis e material esportivo, oferecem o teste gratuitamente e indicam tipos específicos de tênis que melhor se adaptariam para um determinado indivíduo. Isso, ao meu ver, é uma bobagem. A maioria de nós, mesmo com pequenas alterações em relação ao que consideramos a “pisada neutra”, está completamente adaptado à essa condição e não requer qualquer tipo de correção. O que costumo orientar a meus pacientes é que a passada só precisa ser corrigida ( e isso nem sempre se faz somente com uma palmilha ou tipo de tênis) se isso for o fator preponderante para o desenvolvimento de lesões.

Se você possui algum problema crônico que lhe afeta os pés, procure a orientação de um ortopedista especialista em pé e tornozelo antes de investir na compra de palmilhas pré fabricadas ou confeccionadas sem prescrição médica.

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Cirurgia Percutânea do Joanete

A cirurgia percutânea ou minimamente invasiva do joanete (hálux valgo), não é uma técnica nova. Foi desenvolvida nos Estados Unidos pelo Dr. Stephen Isham (http://drisham.com/en/index.php) , ainda na década de 80, e aperfeiçoada e consagrada pelo ortopedista espanhol Mariano de Prado (http://www.ripollydeprado.com/), a partir dos anos 90. Embora já seja praticada em países da América do Sul como Chile e Argentina, há aproximadamente 10 anos, só chegou ao Brasil há pouco mais de 3 anos. O método consiste na correção do joanete por meio de mini-incisões de pele, de aproximadamente 0,5 cm, pelas quais são introduzidos os instrumentos utilizados na cirurgia. O procedimento é feito sob controle radioscópico (radiografias durante a cirurgia) e não utiliza, com exceção de raros casos, qualquer tipo de fixação por placas ou parafusos. Assista ao vídeo da técnica percutânea: https://www.youtube.com/watch?v=W2_FlKJRplc

Cirurgia Percutânea do Joanete

A correção cirúrgica é mantida por meio de enfaixamento do pé por período de até 6 semanas. A cirurgia é feita em regime hospitalar e o paciente recebe alta no mesmo dia, podendo, na maioria dos casos, caminhar imediatamente após o procedimento com o auxílio de sandálias ortopédicas especiais. Vale lembrar que não são todos os casos que podem ser corrigidos por esta técnica. A escolha da técnica cirúrgica mais indicada para cada caso, passa por criteriosa avaliação feita pelo ortopedista.

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Ortopedista Especialista em Pé e Tornozelo

O Dr. André Donato Baptista é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1999.

- Cursou Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP onde também se especializou em Cirurgia do Pé e Tornozelo e em Medicina Esportiva.

- É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

- É Membro da AAOS  ( American Academy of Orthopaedic Surgeons ).

- É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Pé e Tornozelo.

- Foi Médico da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol de 2005 a 2010 (Campeã Olímpica em Pequim 2008).

- Desenvolve atividades de ensino e pesquisa como Médico Preceptor e Chefe do Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Associação Beneficente Nossa Senhora do Pari (centro de formação de especialistas).

- É médico Cirurgião Ortopedista que atua no Corpo Clínico dos hospitais: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital São Luiz – Morumbi, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Abreu Sodré (AACD), Hospital 9 de Julho, entre outros.

- Atua no tratamento e prevenção das lesões ortopédicas do joelho, tornozelo e pé.

- Cirurgia do Pé e Tornozelo : Hálux Valgo (“Joanetes”), Lesões Ligamentares, Calosidades, Artroscopia do Tornozelo, Fraturas de Estresse, etc..

Fale com o Dr. André : dr.andredonato@gmail.com

Agende uma consulta pelo tel: (11) 2165-2384 ou 96307-5857

Consultório: Rua Joaquim Floriano, 466 cj. 1014 – Itaim Bibi – São Paulo

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Lesões da Cartilagem do Tornozelo

Quando falamos em lesão de cartilagem, estamos colocando no mesmo grupo, lesões de características bem distintas. Sendo assim, devemos dar nome e sobrenome às lesões.

Apenas para relembrar, cartilagem é o tecido que reveste o osso dentro das articulações. Sua função é permitir o perfeito deslizamento entre as superfícies ósseas e distribuir adequadamente as pressões impostas à articulação durante o movimento. Assim como as células que compõem o sistema nervoso (os neurônios), as células da cartilagem (os condrócitos) possuem um baixo potencial de regeneração.

As lesões difusas da cartilagem articular, também chamadas de desgaste de cartilagem, caracterizam a doença conhecida como Artrose ou Osteoartrose. As lesões menores, que acometem apenas uma porção da superfície cartilaginosa de uma articulação, são chamadas de lesões osteocondrais.

Proporcionar ou propiciar a cura ou regeneração da cartilagem doente é o grande desafio da Ortopedia moderna. Existem hoje, diversas linhas de pesquisa em andamento e novidades promissoras estão à caminho.

O que existe hoje no Brasil?

Infelizmente, como em várias outras áreas, caminhamos a passos lentos na área de pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos e biotecnologia. Para o tratamento da Osteoartrose de tornozelo, são poucas as novidades disponíveis. Nos casos onde a lesão está em estágio inicial, uma avaliação cuidadosa do caso pode indicar a realização de procedimentos cirúrgico que visem estabilizar a evolução da doença e/ou melhorar os sintomas. Nos casos muito avançados onde há grande perda funcional e um grande prejuízo para as atividades diárias do paciente, as cirurgias de artrodese (fusão articular) e, mais recentemente, de artroplastia (prótese do tornozelo) são o caminho final do tratamento. Lembrando que a prótese de tornozelo, embora seja uma opção atrativa para a maioria dos pacientes devido ao fato de preservar parcialmente o movimento do tornozelo, não está indicada para paciente jovens ( o ideal é para pacientes acima dos 60 anos), muito ativos fisicamente ou obesos, entre outras contra-indicações.

Artrodese (fusão) do tornozelo

Prótese de tornozelo (artroplastia)

Quando falamos em lesão osteocondral, as opções disponíveis são a artroscopia simples com desbridamento da lesão e os enxertos osteocondrais. No tratamento de desbridamento, o objetivo é  retirada do tecido cartilaginoso doente e estimulação do osso local que era revestido por essa cartilagem para que haja crescimento de nova cartilagem. O problema é que essa “nova cartilagem” não é igual à original e, embora os pacientes possam melhorar os sintomas, a função completa da cartilagem nunca mais é recuperada e a lesão pode voltar no futuro. Nos casos de enxerto osteocondral, a cartilagem doente é retirada e no seu lugar é implantada uma nova cartilagem, que pode ser retirada do joelho do próprio paciente (se isso for viável) ou ser proveniente de banco de tecidos (cartilagem de doador morto).

Lesão osteocondral (seta preta). Enxerto osteocondral (seta vermelha)

O que há de novo no mundo?

As pesquisas caminham em várias direções. Os caminhos mais promissores são as pesquisas com células tronco mesenquimais e o transplante autólogo de condrócitos. O que se pretende com as células tronco e com o transplante autólogo é possibilitar a regeneração da cartilagem doente com as suas características originais.

Transplante autólogo de condrócitos (fonte: http://www.intechopen.com/books/current-issues-in-sports-and-exercise-medicine/the-physiology-of-sports-injuries-and-repair-processes)

Há promessas de que em breve, o trasplante autólogo de condrócitos esteja disponível em nosso meio. Os ortopedistas seguem na torcida para que este breve seja realmente breve. Enquanto isso, seguimos oferecendo aos pacientes as melhores alternativas possíveis para cada caso.

Para agendar uma consulta ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857. (visite: www.drandredonato.com.br)

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Cisto Sinovial

Cistos Gangliônicos, Gânglions Císticos ou Cistos Sinoviais são nódulos não cancerosos que mais comumente se desenvolvem ao longo dos tendões ou articulações dos punhos e mãos. Entretanto, também podem ocorrer nos tornozelos e pés. Cistos ganglionares são pequenas bolsas preenchidas por fluido gelatinoso provenientes da bainha dos tendões ou cápsulas articulares.

Cisto no dorso do pé

Cisto no dorso do punho

A maioria dos cistos sinoviais são assintomáticos e só incomodam pela aparência. Esses pequenos tumores, em geral, têm origem espontânea, embora 20 a 30% dos pacientes relatem episódio de traumatismo prévio no local. Seu comportamento é imprevisível. Muito desaparecem espontaneamente, outros permanecem no local inalterados ou podem crescer de forma progressiva. Os mais volumosos podem se tornar dolorosos devido à compressão que exercem sobre as estruturas vizinhas (tendões ou nervos). Sua localização, por vezes, pode interferir com o movimento articular.

Se o cisto está causando problemas, o ortopedista pode sugerir uma punção com uma agulha, esvaziando seu conteúdo. Este é um procedimento que pode ser feito em consultório e muito pouco doloroso. A punção resolve o problema definitivamente em aproximadamante 50% dos casos. Para aqueles cistos sintomáticos que voltam a crescer após a punção ou para os casos onde a punção não é uma opção viável devido à localização do tumor, o tratamento cirúrgico é a opção. O tempo médio de recuperação após a cirurgia é de aproximadamente 20 dias.

Para agendar uma consulta ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857. (visite: www.drandredonato.com.br)

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Pés Reumatóides

Artrite Reumatóide é uma doença autoimune, ou seja, causada pelo próprio sistema imunológico do paciente. Acomete as membranas sinoviais (tecido que reveste internamente as juntas do corpo) e outros órgãos.Em conseqüência das crises de inflamação que acometem as articulações, surgem deformidades e alterações funcionais. As articulações das extremidades do corpo, mãos e pés, são as mais comumente acometidas.

Falaremos aqui, brevemente, dos chamados Pés Reumatóides ou Pés Reumáticos.

Pés Reumatóides

Os pacientes portadores de deformidades nos pés devido à Artrite Reumatóide, acabam por procurar o ortopedista numa fase onde as deformidades já estão instaladas. A doença atinge inicialmente os dedos mas, pode progredir com manifestações em todo o pé, provocando lesões tendíneas, ligamentares e, num estágio mais avançado, o desgaste articular (Osteoartrose).

O tratamento varia conforme a gravidade das deformidades e, na maioria das vezes, é cirúrgico. É fundamental que o paciente faça o tratamento regularmente com o Reumatologista para controlar as crises inflamatórias da doença, pois este controle bem feito afetará diretamente os resultados do tratamento ortopédico no longo prazo.

As deformidades mais comuns são os dedos em garra, o hálux valgo (joanetes) e as calosidades na parte da frente dos pés. Uma nova modalidade cirúgica que pode auxiliar muito no tratamento dessas deformidades é a cirurgia minimamente invasiva, tema já abordado em outro texte neste blog.

Para agendar uma consulta, clique aqui: www.drandredonato.com.br ou ligue (011) 2165-2384 / 96307-5857

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Torção no Tornozelo Tratamento

A torção no tornozelo, ou entorse de tornozelo é uma das queixas mais frequentes no Pronto Socorro e no consultório do ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Na maioria dos casos, são decorrentes de acidentes do dia a dia como pisar num buraco, errar o degrau ao descer uma escada, escorregar em piso molhado, etc. Há também os casos decorrentes de trauma durante a prática esportiva.

Torção de tornozelo

Torção no tornozelo Tratamento

O tratamento inicial da torção no tornozelo deve ser a aplicação imediata de uma bolsa de gelo sobre o local por período de 20 minutos. A aplicação pode ser repetida a cada 2 horas. O objetivo do gelo é evitar a formação de grande inchaço e hematoma local, fato que retarda a recuperação e piora a dor. O recomendado a seguir é que o paciente procure atendimento médico assim que possível.

Nas torções mais graves, o paciente deve ser imobilizado por um período de duas a três semanas e reavaliado após este prazo. A tendência atual é a utilização do chamado tratamento funcional, ou seja, o paciente é estimulado a começar o tratamento fisioterápico o mais breve possível, para evitar grande perda de massa muscular e ganho de rigidez na articulação.

Lesão nos Ligamentos

Todo entorse no tornozelo acarretará algum grau de lesão nos ligamentos. O ligamento mais comumente lesado é o talo-fibular anterior. A extensão da lesão é avaliada clinicamente pelo ortopedista que, se julgar necessário, solicitará uma Ressonância Magnética do tornozelo.

Torção no Tornozelo Recuperação

Felizmente, na maioria dos casos onde o paciente recebe tratamento adequado desde o início, a evolução é bastante satisfatória e num prazo que varia de 60 a 90 dias, permite o retorno completo às atividades do dia a dia e prática esportiva.

Nos casos de lesão ligamentar extensa, alguns pacientes podem evoluir com instabilidade crônica, ou seja, passam a torcer o tornozelo frequentemente. Estes casos merecem atenção especial pois pode ser necessário o tratamento cirúrgico para evitar graves sequelas futuras, como a artrose do tornozelo.

A cirurgia consiste na reconstrução dos ligamentos lesados. A técnica mais usada atualmente é chamada de cirurgia de Brostrom. Esta técnica utiliza um tecido do próprio pé, chamado retináculo, pra reconstruir os ligamentos.

O procedimento é bastante simples, pouco doloroso e com excelentes resultados pós operatórios na maioria dos pacientes. O paciente utiliza imobilização por um período aproximado de 6 semanas, e já a partir da quarta semana de pós operatório inicia a reabilitação fisioterápica. Estará apto a caminhar sem imobilização a partir da 45 dias após a cirurgia e o retorno às atividades esportivas de impacto (futebol, por exemplo) é permitido após 3 meses.

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