Torção no Tornozelo Tratamento

A torção no tornozelo, ou entorse de tornozelo é uma das queixas mais frequentes no Pronto Socorro e no consultório do ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Na maioria dos casos, são decorrentes de acidentes do dia a dia como pisar num buraco, errar o degrau ao descer uma escada, escorregar em piso molhado, etc. Há também os casos decorrentes de trauma durante a prática esportiva.

Torção de tornozelo

Torção no tornozelo Tratamento

O tratamento inicial da torção no tornozelo deve ser a aplicação imediata de uma bolsa de gelo sobre o local por período de 20 minutos. A aplicação pode ser repetida a cada 2 horas. O objetivo do gelo é evitar a formação de grande inchaço e hematoma local, fato que retarda a recuperação e piora a dor. O recomendado a seguir é que o paciente procure atendimento médico assim que possível.

Nas torções mais graves, o paciente deve ser imobilizado por um período de duas a três semanas e reavaliado após este prazo. A tendência atual é a utilização do chamado tratamento funcional, ou seja, o paciente é estimulado a começar o tratamento fisioterápico o mais breve possível, para evitar grande perda de massa muscular e ganho de rigidez na articulação.

Lesão nos Ligamentos

Todo entorse no tornozelo acarretará algum grau de lesão nos ligamentos. O ligamento mais comumente lesado é o talo-fibular anterior. A extensão da lesão é avaliada clinicamente pelo ortopedista que, se julgar necessário, solicitará uma Ressonância Magnética do tornozelo.

Torção no Tornozelo Recuperação

Felizmente, na maioria dos casos onde o paciente recebe tratamento adequado desde o início, a evolução é bastante satisfatória e num prazo que varia de 60 a 90 dias, permite o retorno completo às atividades do dia a dia e prática esportiva.

Nos casos de lesão ligamentar extensa, alguns pacientes podem evoluir com instabilidade crônica, ou seja, passam a torcer o tornozelo frequentemente. Estes casos merecem atenção especial pois pode ser necessário o tratamento cirúrgico para evitar graves sequelas futuras, como a artrose do tornozelo.

A cirurgia consiste na reconstrução dos ligamentos lesados. A técnica mais usada atualmente é chamada de cirurgia de Brostrom. Esta técnica utiliza um tecido do próprio pé, chamado retináculo, pra reconstruir os ligamentos.

O procedimento é bastante simples, pouco doloroso e com excelentes resultados pós operatórios na maioria dos pacientes. O paciente utiliza imobilização por um período aproximado de 6 semanas, e já a partir da quarta semana de pós operatório inicia a reabilitação fisioterápica. Estará apto a caminhar sem imobilização a partir da 45 dias após a cirurgia e o retorno às atividades esportivas de impacto (futebol, por exemplo) é permitido após 3 meses.

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Terapia por Ondas de Choque

O que é Terapia por Ondas de Choque

Diferentemente do que o nome faça pensar, a Terapia por Ondas de Choque não envolve nenhum tipo de estímulo elétrico. Não é fisioterapia, não é ultrassom, não é laser ou TENS. A terapia por ondas de choque consiste no uso de ondas mecânicas (pulsos sônicos) produzida por aparelhos especiais que são aplicadas diretamente sobre o tecido doente. As ondas podem ser de dois tipos, focais ou radiais, e são produzidas por aparelhos de diferentes características (eletro hidráulico, eletromagnético, piezoelétrico e eletropneumático), que proporcionam benefícios semelhantes aos pacientes.

Para que serve a Terapia por Ondas de Choque?

O tratamento é indicado em casos de patologias crônicas, que já esgotaram todas as tentativas de tratamento convencional (medicação, fisioterapia, imobilização, infiltrações, etc.) sem sucesso. É uma alternativa não invasiva de tratamento biológico para aqueles casos onde o próximo passo seria a cirurgia. Digamos que seja uma última opção para aqueles pacientes que ainda não querem passar pelo tratamento cirúrgico.

Quais doenças ortopédicas podem ser tratadas pela Terapia por Ondas de Choque?

Embora o uso da Terapia por ondas de choque esteja sendo expandido para várias áreas da medicina, na Ortopedia, o tratamento é comprovadamente eficaz em casos de Fascite PlantarTendinopatias do Tendão CalcâneoTendinite Calcárea do OmbroEpicondilite Lateral do Cotovelo. O uso, ainda em fase de estudos e avaliação, pode ser expandido para casos de Tendinite Patelar,Tendinite de GlúteosLombalgias, tratamento de feridas crônicas como nos pés diabéticos ou úlceras vasculares.

Existe alguma contra-indicação para a Terapia por Ondas de Choque?

Sim. Pacientes portadores de distúrbios da coagulação sanguínea, que estejam com processo infecioso ativo, paciente em tratamento ou com histórico de câncer na região a ser tratada e pacientes que fazem uso de marca-passo não devem ser submetidos ao tratamento por ondas de choque.

O tratamento tem algum efeito colateral?

Quando bem indicada, aplicada de maneira correta e por profissional médico treinado e habilitado, a técnica apresenta mínimos efeito colaterais. A formação de pequenos hematomas no local da aplicação e possíveis quadro de dor rebote na região tratada, que podem ocorrer de 48 a 72 horas após a sessão de ondas de choque, são efeitos colaterais possíveis.

Tratamento para Fascite Plantar

Quem realiza a Terapia por Ondas de Choque e como é o tratamento?

A terapia deve ser aplicada apenas por médicos que tenham realizado treinamento reconhecido pela Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque (SBTOC) e pela ISMST (International Society for Medical Shockwave Treatment), sendo assim credenciados junto à sociedade.

O tratamento é feito em consultório, não havendo necessidade de internação hospitalar ou qualquer tipo de anestesia. Em geral, para as patologias mais frequentes como as fascites e tendinites, são necessárias 03 sessões de ondas de choque. Cada sessão pode ter duração média de 10 a 15 minutos e devem ser repetidas em intervalos de uma a duas semanas. O resultado definitivo do tratamento pode levar até 90 dias para ocorrer.  É muito importante que o paciente siga corretamente as orientações do médico para que o índice de sucesso do tratamento seja ainda maior. Vale lembrar que a Terapia por Ondas de Choque é indicada apenas para os casos crônicos que já passaram por tentativas de tratamento convencional sem sucesso ou que estejam apresentando recorrências frequentes dos sintomas. Quando utilizada com critério, a Terapia por Ondas de Choque apresenta resultado satisfatório em até 70% dos casos. Infelizmente, existem casos onde a terapia pode falhar, deixando apensa o tratamento cirúrgico como opção final.

Informações sobre o tratamento  valores, fale com o Dr. André Donato: dr.andredonato@gmail.com

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Artrose do Joelho Tratamento

Artrose do joelho

Já descrevi aqui em post anteriores mas, vale a pena lembrar, que artrose, ou Osteoartrose, é a doença que acomete a cartilagem de revestimento das articulações. Ocorre um desgaste progressivo da cartilagem até o seu desaparecimento completo. A população mais comumente afetada é a dos pacientes com idade acima dos 65 anos. Isso não que dizer que pacientes mais jovens não possam ter artrose no joelho, muito pelo contrário. A artrose pode ocorrer mais cedo como sequela de fraturas, traumas esportivos, infeccões e pode ser secundária a doenças sistêmicas como a Artrite Reumatóide.

Sintomas de Artrose do Joelho

Os sintomas iniciais são a dor e o inchaço do joelho que se manifestam após esforços físicos. Na fase inicial da doença, o uso de medicação analgésica, anti-inflamatória e o repouso tendem a melhorar os sintomas. Com a evolução da artrose, novos sintomas surgem e estas medicações deixam de ser efetivas. A sensação de joelho rígido e mais doloroso ao acordar pela manhã ou após período de repouso, estalidos, dor ao subir e descer escadas, dor ao sentar-se e levantar-se de uma cadeira passam a ser cada vez mais frequentes. Numa fase mais avançada, a artrose pode causar deformidade progressiva dos joelhos, que podem “entortar” para dentro ou para fora e perder a capacidade de dobrar ou esticar completamente. Nesta fase de doença avançada o paciente tende a se locomover cada vez menos, o que acarreta atrofia da musculatura e agrava ainda mais os sintomas.

Tratamento para Artrose do Joelho

Embora muitas pesquisas científicas estejam em andamento na tentativa de descobrir um tratamento que regenere a cartilagem articular e cure a artrose definitivamente, este ainda não existe. Entretanto, isso não quer dizer que os pacientes devem aceitar a dor e as limitações sem buscar os tratamento disponíveis.

Nas fases iniciais da doença, praticamente todos os pacientes se beneficiam com o tratamento fisioterápico e com um trabalho de fortalecimento progressivo dos joelhos e todo o membro inferior. Associados a isso, recomenda-se o uso de medicamentos chamados de condroprotetores, ou protetores de cartilagem, na tentativa de impedir a evolução do desgaste da cartilagem e piora da artrose.

Nas fases mais avançadas da artrose do joelho, estas medidas podem não surtir o efeito desejado. Até há pouco tempo, o único tratamento para a artrose avançada de joelho era a cirurgia para a colocação de uma prótese. Esta é uma cirurgia de grande porte que, quando bem sucedida, apresenta bons resultados. Porém, muitos pacientes após os 65 anos de idade convivem com outros problemas de saúde que podem dificultar ou até mesmo impedir a realização do procedimento cirúrgico. Há também pacientes que não desejam passar por tratamento cirúrgico. Para estes casos, a alternativa mais eficaz são as injeções para a cartilagem. O tratamento consiste em aplicações de ácido hialurônico feitas no joelho, com intervalos semanais, num total de 3 a 5 aplicações.  O procedimento é feito em consultório, não exige qualquer preparo especial e o paciente pode caminhar normalmente após a aplicação.  O tratamento não cura a artrose mas, na maioria dos casos, proporciona melhora importante da dor e da qualidade de vida dos pacientes.

Para maiores informações, consulte um ortopedista de sua confiança.

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Fascite Plantar (Esporão do Calcanhar) Tratamento

A Fascite Plantar, também conhecida como esporão do calcanhar, é uma inflamação que acomete a fáscia plantar.O sintoma típico da fascite é a dor no calcanhar, muitas vezes descrita como “uma agulhada”, que ocorre ao pisarmos no chão após algum período de repouso. Assim, muitos pacientes sentem dor intensa no primeiro passo após se levantarem da cama pela manhã. Entretanto, existem casos onde a dor é menos intensa pela manhã e vai se intensificando durante o dia.

Fascite Plantar

São diversos os fatores relacionados à ocorrência da fascite plantar como, por exemplo, passar muitas horas do dia em pé, uso de calcados muito rígidos, aumento do peso corporal, prática de atividades físicas como as caminhadas e corrida, etc.

O tratamento da fascite plantar consiste em modificar os potenciais causadores da doença, adaptando os hábitos do dia-a-dia, indicando o uso de calçados mais adequados para cada caso, introduzindo o uso de palmilhas se necessário. Além disso, é indicado o uso de medicação analgésica ou anti-inflamatória na fase inicial do tratamento e fisioterapia. O tratamento por vezes exige longo período (30 a 90 dias) para que ocorra melhora completa dos sintomas. Porém, muito pacientes, mesmo realizando adequadamente o tratamento recomendado pelo ortopedista, não apresentam a melhora esperada, evoluindo para um quadro de fascite plantar crônica. Felizmente, nos últimos anos , novas alternativas de tratamento vêm se mostrando eficazes para este grupo de pacientes. O tratamento mais promissor é a Terapia por Ondas de Choque, que consiste na aplicação de ondas mecânicas geradas por uma aparelho especial, diretamente sobre a região dolorosa. O tratamento funciona em aproximadamente 70% dos casos crônicos. Existe ainda a aplicação do Plasma Rico em Plaquetas (PRP), opção que também tem se mostrado eficaz em estudos científicos recentes.

Terapia por Ondas de Choque

O tratamento cirúrgico é exceção. É reservado para casos onde todos os outros métodos falharam e, mesmo assim, só dá bons resultados em 80% dos casos operados. Estudos recentes também têm mostrados resultados promissores com a técnica de alongamento miotendíneo dos gastrocnêmios. Mas isso é assunto para um outro post.

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Cirurgia de Joanete

A cirurgia de joanete (hálux valgo), tão temida pelos pacientes no passado e ainda hoje, já não é mais tão assustadora. O ortopedista especialista em pé tem hoje, à sua disposição, um grande número de materiais de síntese e instrumentais cirúrgicos que facilitam a cirurgia, diminuem a agressão ao pé durante o ato cirúrgico e proporcionam uma correção mais firme e duradoura. Vale aqui explicar que o joanete (hálux valgo) não é apenas uma calosidade na parte interna do pé. Na verdade, é uma deformidade complexa e que, explicada de maneira simples, consiste de um desalinhamento entre o hálux (dedão do pé) e o seu osso correspondente no pé, o primeiro metatarso.

COMPARAÇÃO ENTRE O PÉ NORMAL E O PÉ COM JOANETE

Assim, para que a correção do joenete seja satisfatória e duradoura, é necessário um realinhamento entre o dedão e o metatarso. Isso é feito por meio de osteotomias (corte ósseos) e rebalanceamento dos ligamentos locais.

OSTEOTOMIA NO PRIMEIRO METATARSO E CORREÇÃO DO JOANETE

No passado, poucos ortopedista entendiam que estes cortes ósseos eram necessários, o que fazia com que a correção fosse insuficiente e o joanete voltasse logo depois da cirurgia, levando muitos pacientes à frustração com o procedimento. Nos casos em que o ortopedista realizava os tais cortes ósseos (osteotomias), não dispunha de materiais adequados para sua fixação, utilizando então, imobilizações com gesso por períodos prolongados e dolorosos.

Atualmente, as novas técnicas e materiais cirúrgicos permitem um pós operatório mais rápido e muito menos doloroso, além de proporcionar correções mais satisfatórias e duradouras.

Caso 1

Joanete Antes

Joanete depois

Caso 2

Joanete antes

Joanete depois pé direito

Joanete depois pé esquerdo

Caso 3

Joanete antes

Joanete depois

É permitido ao paciente caminhar com o auxilio de sandálias ortopédicas já a partir do dia seguinte à cirurgia. Nos casos mais simples, o paciente volta a caminhar livre de proteção especial no pé por volta de 4 semanas após a cirurgia. Nos casos mais graves este período pode chegar a 6 semanas.

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Artrose do pé

A artrose do pé pode se manifestar em diferentes regiões. Só para relembrar, artrose ou osteoartrose, é a doença que acarreta o desgastes das articulações. Para melhor entendermos as causas da doença e seus sintomas, dividimos o pé em três regiões: o retropé (parte de trás do pé), composto pelo osso do calcanhar e pelo tálus; o mediopé, composto pelos ossos navicular, cubóide e cuneiformes e o antepé, composto pelos metatarsos e falanges.

Artrose do Retropé

É a artrose que acomete a articulação entre o tálus e o calcâneo. É mais comumente causada por sequelas de fraturas nestes ossos, coalizões tarsais (fusão congênita entre os ossos) ou deformidades adquiridas, como o pé plano adquirido do adulto (assunto já abordado aqui em outro texto). Os sintomas típicos são dor que pode acontecer na parte externa, interna do retropé ou ambas, que piora aos esforços físicos e dificulta o caminhar em terrenos inclinados ou acidentados.

Articulação talo-calcaneana normal

Articulação talo-calcaneana com artrose

Artrose do Mediopé

A artrose isolada do mediopé não é comum mas, pode ocorrer como sequela de fraturas que acometem esta região, osteocondrite ou osteonecrose do osso navicular e também coalizões tarsais. Em geral os sintomas são exuberantes e bastante incapacitantes. A dor está presente aos esforços e pode vir acompanhada de inchaço e deformidades progressivas no pé.

Articulação talo-navicular normal

Articulação talo-navicular com artrose


Artrose do Antepé

São as artroses que acometem a junção tarso metatársica e também as articulações entre os metatarsos e os dedos (metatarso-falangeanas). Nestas regiões, a osteoartrose primária, ou seja, sem causa traumática prévia, é mais comum. Embora também manifestem dor relacionada aos esforços, são, em geral, menos incapacitantes à marcha nas fase iniciais da doença.

Articulação tarso-metatársica normal

Articulação tarso-metatársica com artrose

Tratamento

O tratamento passa por uma avaliação criteriosa do estágio da doença e das possíveis deformidades associadas. Pode-se instituir mudança de hábitos, adaptação da atividade física, uso de medicamentos e fisioterapia, palmilhas ou órteses. Entretanto, nos casos mais avançados, somente o tratamento cirúrgico trará o resultado esperado. Vale lembrar que na grande maioria dos casos, a cirurgia de escolha é a artrodese (fusão entre ossos).

Para maiores informações, consulte um especialista em pé e tornozelo.

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Fratura do Tornozelo Tratamento

As fraturas do tornozelo estão entre as lesões ortopédicas mais frequentes. Existem diversos padrões de fratura, que devem ser avaliados cuidadosamente pelo ortopedista para que a melhor decisão terapêutica seja tomada.

Anatomia do Tornozelo

O tornozelo é uma articulação composta por 3 ossos (a tíbia, a fíbula e o tálus) e uma série de ligamentos. O quadro clínico inicial é de dor intensa e inchaço acentuado, incapacitando o caminhar sobre o tornozelo fraturado. O diagnóstico é feito por meio de radiografias e o padrão de fratura é determinado pela energia do trauma (torções, quedas, acidentes automobilísticos, etc..) e pelo movimento exercido pelo pé durante o trauma.

Fratura bimaleolar do tornozelo

No passado, a maioria das fraturas do tornozelo era tratadas apenas com imobilizações gessadas. Entretanto, com a evolução da Ortopedia, percebeu-se que muitos destes casos evoluíam com sequelas graves e permanentes. Hoje, com novos conhecimentos em biomecânica e anatomia e com o surgimento de implantes ortopédicos (placas, pinos e parafusos) mais modernos e eficientes, a maioria das fraturas do tornozelo tem indicação de tratamento cirúrgico. O princípio do tratamento da fratura de tornozelo é restaurar a anatomia original dos ossos fraturados (quebrados) e manter a relação (posição) adequada entre eles, o que muitas vezes só se faz possível por meio da fixação dos ossos com placas e parafusos.

Fratura fixada com placa e parafusos

Fratura fixada com placa e parafusos

A fixação da fratura de tornozelo com estes materias permite que o paciente inicie o processo de reabilitação fisioterápica de forma muito mais precoce e , na maoiria dos casos, o tratamento sem uso do gesso. Assim, a Ortopedia moderna tem evitado sequelas comuns do passado ( dor permanente e perda de movimentos) e propiciado o retorno às atividades esportivas e do dia-a-dia de uma forma muito mais satisfatória para os pacientes.

Fratura de Tornozelo Recuperação

O tempo médio de recuperação após uma fratura de tornozelo é de 90 dias. É lógico que isso vai depender da gravidade da lesão inicial e da qualidade do tratamento realizado.  Nas fraturas mais graves, ou fraturas expostas o tempo médio de recuperação sobe para 6 meses ou mais e, infelizmente em alguns casos, mesmo com um tratamento conduzido da melhor maneira possível, algumas sequelas serão inevitáveis.

Sequela de Fratura do Tornozelo

A principal e mais temida sequela das fraturas do tornozelo é a artrose pós-traumática. Diferente da artrose primária, a artrose pós traumática pode acometer qualquer faixa etária e tem evolução mais rápida e incapacitante. O tornozelo evolui com quadro de rigidez progressiva, inchaço constante e dor às atividades físicas (caminhar, subir e e descer escadas, correr, etc). O tratamento destas sequelas deve ser discutido caso a caso com o ortopedista como já abordei aqui em outro post : http://drandredonato.com.br/blog/2012/10/26/artrose-de-tornozelo/

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Ruptura do Tendão Tibial Posterior

A ruptura do tendão tibial posterior é doença que acarreta deformidade progressiva no pé e tornozelo,  também chamada de pé plano adquirido do adulto. O tibial posterior é um tendão que fica na parte interna do tornozelo, sendo o grande responsável pela estabilidade do chamado arco plantar medial, conhecido como a curvatura do pé.

Trajeto doloroso sobre o tibial posterior

O quadro clínico inicial é de dor e inchaço na parte interna do tornozelo e pé, que é agravado pelo caminhar. Nesta fase, na maioria das vezes, o tendão ainda não possui áreas de ruptura ou degeneração intensas. A doença tem caráter progressivo e numa fase seguinte, o paciente começa a perceber que o pé está entortando, e muitos relatam sensação de perda de força e desequilíbrio ao andar.

Deformidade por lesão do tibial posterior

A deformidade vista por trás

A doença não tem causa definida, podendo ou não ser desencadeada por um episódio de trauma. As mulheres são mais acometidas do que os homens e a faixa etária mais frequente é a partir do 50 anos de idade. Acredita-se que possa haver fatores hormonais que influam no aparecimento da doença. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico e pode ser confirmado pelas radiografias e ressonância magnética do tornozelo.

O tratamento é individualizado e deve levar em consideração, o estágio da doença, a idade do paciente e seu estado clínico geral. Em geral , no estágio inicial, o tratamento pode ser feito por meio de imobilização, seguido de fisioterapia e uso permanente de palmilhas ou órteses, com o intuito de estabilizar o pé e o tornozelo e evitar a progressão para o estágio de deformidade em pé plano.

Palmilha com suporte para o arco plantar

Nas situações onde o pé já apresenta deformidades, o tratamento mais efetivo é a cirurgia. A técnica cirúrgica a ser utilizada deve ser discutida caso a caso, com base nas deformidades que o paciente apresenta e alterações radiográficas. No período pós-operatório, o paciente permanece imobilizado por cerca de  6 a 8 semanas e após esta fase, inicia o tratamento fisioterápico. A recuperação completa ocorre, em média, de 4 a 6 meses após a cirurgia.

Alinhamento do tornozelo recuperado após a cirurgia

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Ruptura do Tendão de Aquiles Tratamento

A ruptura do tendão de Aquiles é muito mais frequente entre os atletas amadores, especialmente naqueles que costumam praticar o famoso “futebol do fim de semana”. É também conhecida como “síndrome da pedrada” pois, no momento em que o indivíduo inicia uma arrancada rápida para a corrida, sente um tranco na parte de trás da perna ou tornozelo, tendo a impressão de que recebeu uma pancada ou pedrada no local. A partir deste momento segue-se um quadro de dor intensa no local e perda parcial ou completa da força para caminhar.

Ruptura do Tendão de Aquiles – Tratamento

O tratamento inicial consiste de imobilização e uso de muletas para caminhar sem apoiar o pé machucado. A decisão quanto ao tratamento definitivo deve ser discutida com o paciente, levando-se em conta a idade do indivíduo, seu nível de atividades físicas no dia a dia e a presença de possíveis doenças associadas. O mais indicado é o tratamento cirúrgico, capaz de restabelecer por completo a anatomia e função do tendão, sem deixar nenhum déficit de força. Os tendões tratados de maneira não cirúrgica, acabam por cicatrizar um pouco alongados em relação ao seu comprimento inicial, o que pode causar perda de força na perna e prejudicar o caminhar e a performance esportiva.

A recuperação pós operatória consiste em uso de imobilização por seis semanas, acompanhada de fisioterapia motora para a recuperação da força, do equilíbrio e da resistência do membro operado.

A volta aos esportes de corrida ocorre entre 4 e 6 meses após o procedimento cirúrgico. Porém, a partir do terceiro mês, o paciente já pode praticar outras atividades como caminhar, pedalar e fazer musculação. Para maiores informações, consulte um ortopedista especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo.

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Cirurgia de Encurtamento dos Dedos do Pé

A cirurgia de encurtamento dos dedos do pé pode ser realizada pelo ortopedista especialista em Pé e Tornozelo, desde que, haja prejuízo na função do pé, ou grande dificuldade para adaptação aos calçados.  A melhora estética do pé não é o objeivo primário do tratamento realizado pelo ortopedista, embora, indiretamente, a melhora estética do pé também ocorra com o procedimento.

Encurtamento do segundo e terceiro dedos

Recentemente, tenho atendido ou recebido e-mail e mensagens de pacientes procurando cirurgia plástica ou estética para os dedos dos pés. Os responsáveis pela ideia de cirurgia plástica nos pés, são os profissionais americanos conhecidos como podiatras. São profissionais semelhantes aos que classificamos como podólogos no Brasil, mas que, nos Estados Unidos, acabam por realizar pequenos procedimentos cirúrgicos nos pés. Vale lembrar, que muito destes procedimentos são condenados pelos ortopedistas pois são realizados com pouco ou nenhum conhecimento da biomecânica dos pés, podendo acarretar sequelas graves e até mesmo irreversíveis para a função dos pés. Outro procedimento estético divulgado na mídia, é a injeção de ácido hialurônico na planta dos pés para aliviar a pressão em áreas de dor e facilitar o uso de calçados de salto alto. Este é um procedimento totalmente condenado pelos ortopedistas!

Resumindo, a cirurgia para encurtamento dos dedos dos pés está indicada, e é realizada pelo orotpedista especialista em pé e tornozelo, nos casos de discrepância grave entre os dedos, fato que acarreta prejuízo funcional e dificuldade na adaptação aos calçados.

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